Conheça 9 guitarristas brasileiros de metal que estão arregaçando hoje. Gente que carrega a tocha acesa, grava, lança, gira, aparece em grandes festivais, movimenta as redes e segue empurrando o metal nacional pra frente.
Aqui você encontra obras essenciais, discos para ouvir sem pular faixa e faixas que resumem o DNA de cada guitarrista.
Antes de tudo, contexto rápido — porque a história importa.
O metal brasileiro não brotou do nada. Lá nos anos 80, bandas como Sepultura, Viper, Korzus, Chakal e Volcano abriram um buraco no asfalto na marra, guitarrando pesado quando ninguém levava o metal nacional tão a sério.
Esse terreno, meio selvagem e meio épico, permitiu que novas gerações crescessem ouvindo guitarra rápida, pesada e técnica… e sonhando em fazer igual (ou melhor).
De lá pra cá, vieram guitarristas incríveis — modernos, virtuosos, conectados ao metal mundial e, cada vez mais, às próprias raízes brasileiras.
E sim: tem mulheres representando com agressividade , gente jovem despontando e veterano mais ativo do que muito garoto.
Confira a lista:
1. Kiko Loureiro
Provavelmente o guitarrista brasileiro mais influente das últimas duas décadas.
Domínio técnico absurdo, musicalidade elegante, carreira internacional gigantesca e uma discografia que qualquer guitarrista sério precisa ouvir pelo menos uma vez na vida.
Para começar a ouvir:
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Temple of Shadows (Angra)
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Rebirth (Angra)
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Dystopia (Megadeth)
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No Gravity (solo)
O Kiko é tipo o “curso completo de guitarra avançada” em forma de pessoa.
2. Marcelo Barbosa
Assumiu a guitarra do Angra — uma das cadeiras mais difíceis do metal brasileiro — e faz parecer fácil.
Moderno, preciso, melódico e dono de uma elegância técnica que chama atenção até de quem não é do metal.
Ouça:
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Ømni (Angra)
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Secret Garden (Angra)
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Fragile Equality (Almah)
Barbosa é aquele guitarrista que coloca ordem no caos: pesado, mas limpo; técnico, mas musical. E, claro, Marcelo Barbosa também é um dos maiores professores de guitarra do Brasil.
Confira aqui o curso do Marcelo Barbosa – MB GUITAR ACADEMY.

3. Rafael Bittencourt
Fundador, compositor e espinha dorsal do Angra.
Enquanto o Kiko virou referência técnica, Rafael virou referência de identidade melódica.
Sua guitarra conversa com elementos brasileiros, progressivos, clássicos — e cria uma assinatura impossível de copiar.
Obras essenciais:
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Holy Land
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Temple of Shadows
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Rebirth
Se o Angra fosse uma obra de arquitetura, Rafael seria o arquiteto.
4. Prika Amaral (Nervosa)
Liderando a Nervosa, uma das bandas brasileiras mais relevantes do metal mundial na atualidade.
Prika domina o thrash com riffs rápidos, secos, agressivos e cheios de atitude — daquele tipo que faz você querer abrir uma roda no meio da sala.
Ouça:
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Perpetual Chaos
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Jailbreak
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Endless Ambition (single)
É a síntese perfeita de liderança, trabalho duro e peso.
5. Jéssica di Falchi (Crypta)
Extremamente técnica e precisa, Jéssica é uma das guitarristas mais interessantes do death metal moderno.
Timbres bem definidos, palhetada segura, riffs intrincados e um controle de dinâmica raro no estilo.
Obras essenciais:
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Shades of Sorrow (faixas: Trial of Traitors, Lord of Ruins)
Jéssica faz parecer fácil o que é absurdamente difícil.
6. Tainá Bergamaschi (Crypta)
Complementa o trabalho da Jéssica de forma brilhante — e a dupla é hoje uma das mais elogiadas do metal extremo brasileiro.
Tainá tem riffs densos, linhas de guitarra sólidas e uma presença de palco agressiva e marcante.
Para conhecer:
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Echoes of the Soul
Uma guitarrista que transforma peso em personalidade.
7. Luís Kalil
Prodígio real.
Apareceu muito jovem, chamou a atenção internacional e hoje transita entre o virtuoso, o moderno e o metal mais acessível.
Tem um domínio técnico muito refinado, mas sem cair na armadilha de tocar rápido só por tocar rápido.
Ouça:
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More Luck Than Brains (Red Devil Vortex)
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Trabalhos solo no YouTube
8. Edu Ardanuy (Dr. Sin / Sinistra)
Uma lenda viva.
Técnica absurda, velocidade, palhetada afiadíssima e uma musicalidade que marcou o rock/metal brasileiro nos anos 90 e 2000.
O mais legal: Edu está mais ativo do que nunca com o Sinistra — pesado, moderno e com riffs de responsa.
Onde ouvir:
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Sinistra (2021)
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Dr. Sin – Back Home Again (2018)
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Dr. Sin – Brutal (2011)
Edu é aquele guitarrista que prova que veterano bom continua relevante.
9. Gabriel Guardian (Immortal Guardian)
Talvez o músico mais “inacreditável” desta lista.
Toca guitarra e teclado ao mesmo tempo ao vivo — e não é truque: ele toca bem os dois instrumentos.
Brasileiro radicado nos EUA, tem grande projeção internacional e um estilo muito particular.
Ouça:
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Psychosomatic
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Super Metal
Guardian é Metal + Circo du Soleil + Conservatório + Energia de palco = uma experiência.
