Tag: guitar heroes

  • Guitarras signature Parte 2: conheça os modelos de mais 12 guitar heroes

    Guitarras signature Parte 2: conheça os modelos de mais 12 guitar heroes

    Se no primeiro artigo listamos algumas das guitarras signature mais famosas da história, agora seguimos para uma segunda seleção que expande esse universo.

    O critério continua o mesmo: tratam-se de modelos ligados a artistas fundamentais, guitarristas que não só marcaram época como ajudaram a tornar seus instrumentos imediatamente reconhecíveis. Em alguns casos, foram eles mesmos que desenharam a guitarra; em outros, as marcas recriaram versões icônicas para preservar um legado artístico.

    O fato é que cada guitarra desta lista carrega consigo uma história forte — seja pela sonoridade, pelo visual ou pelo impacto cultural que gerou. Abaixo, você confere modelos lendários que vão do blues ao metal extremo, passando pelo jazz, hard rock, alternativo e experimental.

     

    1 – Bo Diddley

    Bo Diddley é uma das figuras seminais do rock, não apenas pelo seu estilo vocal e presença de palco, mas pelo famoso Bo Diddley Beat, que influenciou Buddy Holly, Rolling Stones, The Who e inúmeras bandas dali em diante.

    Ele também deixou seu nome gravado na história das guitarras com a Twang Machine, um modelo de corpo retangular que se tornou sua marca registrada.

    Inspirada nas guitarras caseiras feitas com caixas de charuto — tradição antiga do blues — a Twang Machine é simples, direta e única. Até hoje, é um dos designs mais exóticos já vistos no mainstream, perfeito para quem busca originalidade sem perder o “twang” característico dos instrumentos da Gretsch.

    Em 2005, a Gretsch lançou a linha custom do instrumento. Confira:

     

    2 – BB King

    A relação de B.B. King com suas guitarras é quase mística. Depois de viver um incêndio em um baile, causado por uma briga envolvendo uma mulher chamada Lucille, ele decidiu que todas as suas guitarras carregariam esse nome — tanto para homenageá-la quanto para lembrá-lo de nunca colocar sua vida em risco por um instrumento.

    A Gibson ES-355 “Lucille” signature elimina os f-holes para reduzir microfonia e traz a sonoridade encorpada e suave que marcou o blues sofisticado de B.B. King. Um instrumento elegante como a musicalidade do próprio Blues Boy King.

    3 – Jimmy Page

    Apesar de estar eternamente associado à sua Les Paul, o catálogo “signature” oficial de Jimmy Page é mais amplo e segue uma cronologia interessante.

    Ao longo das últimas décadas, tanto a Gibson quanto a Fender lançaram instrumentos que recriam com precisão histórica as guitarras mais emblemáticas da carreira dele — sempre com aprovação pessoal do próprio Page.

    A base de tudo é a Gibson Les Paul Standard de 1959, a famosa Number One. Ela inspirou uma das primeiras signature que a Gibson colocou no mercado, ainda nos anos 90, trazendo detalhes marcantes como hardware dourado, tarraxas Grover e um sistema de push-pull que oferecia coil-splits e opções de phasing — um aceno direto às modificações eletrônicas que Page fazia para expandir seu vocabulário sonoro.

    Depois, vieram as edições ultra-premium da Custom Shop da Gibson, que replicam com perfeição cada desgaste,  marcas e até as alterações internas das guitarras originais de Page, nas versões Number One e Number Two.

    Mas o legado signature dele não vive só de Les Paul. A Fender Telecaster teve um papel gigantesco na fase inicial de sua carreira — foi a guitarra dos tempos de Yardbirds e de boa parte das gravações do Led Zeppelin I.

    Em 2019, a Fender celebrou essa história com uma coleção completa composta por dois modelos: a Jimmy Page Telecaster Mirror, que recria a fase em que ele colou oito espelhos circulares no instrumento, e a Jimmy Page Telecaster Dragon, inspirada na pintura psicodélica de dragão que ele mesmo aplicou quando removeu os espelhos.

    Ambas ganharam versões de produção e também edições do Fender Custom Shop, estas com acabamento artesanal e pintura feita por Page.

    Mais recentemente, a assinatura de Page também chegou ao universo dos violões com o Gibson Jimmy Page J-200, uma edição de luxo baseada no instrumento que ele usou em performances acústicas nos anos 70.

    Embora outras guitarras icônicas de sua carreira, como a Gibson EDS-1275 double-neck ou a Danelectro, tenham marcado a história, são esses modelos — Les Paul, Telecaster e o J-200 — que compõem o núcleo oficial e recorrente da linha signature de Jimmy Page.

    4 – Leslie West

    Leslie West é dono de um dos timbres mais subestimados do rock, principalmente no clássico “Mississippi Queen”. Sua guitarra signature com a Dean leva adiante essa tradição, com um corpo simples e robusto e captadores P-90 que reproduzem aquele ataque encorpado e rasgado que definiu o som do Mountain.

    É um modelo pensado para riffs cheios de personalidade e um blues rock agressivo, mas sempre controlado.

    5 – Joe Perry 

    Joe Perry sempre teve um estilo refinado, misturando o rock cru do Aerosmith com uma estética visual carregada de atitude. Isso aparece na Gibson Les Paul Boneyard, uma guitarra com acabamento âmbar envelhecido e captadores Burstbucker para um timbre quente, cheio de médios e com sustain generoso.

    É o tipo de instrumento que parece ter nascido para tocar riffs sujos, melodias altas e solos com aquele vibrato expressivo que Perry domina tão bem.

    6 – George Benson

    Quando se fala em jazz moderno, poucos instrumentos são tão representativos quanto os modelos GB da Ibanez. George Benson participou diretamente do design das guitarras, buscando um equilíbrio raro entre corpo hollow tradicional e tocabilidade rápida.

    O resultado é um instrumento extremamente confortável, com timbre limpo, articulado e perfeito para frases rápidas ou acordes cheios. Não é exagero dizer que a GB10 se tornou padrão ouro entre guitarristas de jazz contemporâneo.

    7 – Joe Satriani

    A série JS é, literalmente, a tradução do universo musical de Joe Satriani.

    O corpo arredondado, o braço confortável e o conjunto de captadores permitem desde timbres limpos cristalinos até distorções cheias de sustain.

    É um modelo pensado para guitarristas que buscam versatilidade, ergonomia e sensibilidade na resposta ao toque — três elementos que definem o estilo de Satch.

    8 – Steve Vai

    Desde 1987, Steve Vai toca a guitarra dos seus sonhos: a Ibanez JEM, que ele mesmo ajudou a projetar.

    A JEM trouxe ideias que pareciam malucas para a época, como o famoso monkey grip, a alavanca ultrassensível e captadores DiMarzio feitos sob medida. Décadas depois, a Ibanez apresentou a PIA, uma evolução da JEM com contornos mais suaves e visual mais orgânico.

    Ambas as guitarras se tornaram ícones absolutos — tão teatrais e expressivas quanto a própria música de Vai.

    9 – Steve Stevens

    Conhecido pelo trabalho com Billy Idol, Steve Stevens sempre misturou técnica, ousadia e estética glam. Sua parceria com a Knaggs rendeu guitarras de acabamento luxuoso, com tops flamejados e atenção obsessiva aos detalhes.

    A resposta ao toque é rápida, o sustain é generoso e o visual é digno de palco. Um instrumento que combina perfeitamente com o rock moderno e elegante que Stevens ajudou a construir.

    10 – Billy Duffy 

    A White Falcon é uma das guitarras mais imponentes da história, mas foi Billy Duffy, do The Cult, quem a levou para o universo do rock pesado dos anos 80.

    Seu som característico — cheio de reverb, profundidade e presença — combina com a estética exuberante do instrumento. Duffy transformou a White Falcon em símbolo do rock gótico, alternativo e grandioso.

    11 – Randy Rhoads

    Randy Rhoads reinventou a técnica da guitarra no metal — e também ajudou a reinventar o design do instrumento. Foi ele quem procurou Grover Jackson para criar uma Flying V personalizada, que acabou se tornando a futura Jackson Rhoads.

    O shape assimétrico, agressivo e futurista virou símbolo do metal dos anos 80 e até hoje é um dos modelos mais desejados entre guitarristas de heavy metal.

    12 – Kirk Hammett

    As guitarras signature de Kirk Hammett são quase uma extensão natural do som do Metallica. Com captadores EMG ativos, escala rápida e trastes extra-jumbo, as KH Series foram pensadas para riffs pesados, solos rápidos e distorções de alto ganho que precisam de clareza.

    São instrumentos precisos, construídos para aguentar décadas de turnês e riffs furiosos.