Autor: Roberto

  • Saiba como evitar os 5 principais erros de quem aprende violão pela Internet

    Saiba como evitar os 5 principais erros de quem aprende violão pela Internet

    Um dos maiores professores de música do país, o carioca Heitor Castro, divulgou em seu canal no YouTube vídeo sobre erros que todo mundo comete ao aprender violão à distância, ou seja, pela Internet.

    Heitor Castro, professor do Método Tríade

    Para Heitor, criador de vários cursos de música, entre eles o Curso de Violão Método Tríade (clique aqui para conhecer), a falta de um professor geralmente acaba levando a pessoa a cometer esses erros banais, listados abaixo com detalhes.

    E o melhor: Heitor explica como corrigir, através de passos simples, cada um desses erros. Confira:

    1 – Montar os acordes dedo a dedo

    Para iniciantes no violão, é normal coordenar um dedo por vez ao executar os acordes. E qual a solução para evitar isso?

    Para Heitor Castro, é fundamental que você trabalhe com uma coreografia de dedos com o objetivo de que eles cheguem já montados, no shape dos acordes, ao braço do violão.

    “Ao fazer o dó, por exemplo, minha memória já vem pensando no desenho do acorde, e isso prepara os dedos pra coreografia correta. Para trabalhar essa memória, você tem que praticar cada acorde dessa maneira; montando-os inteiros antes de posicionar os dedos no braço do violão”, orienta Heitor Castro.

    2 – Mover a mão da batida só quando há som

    Segundo Heitor Castro, este é um dos erros mais comuns e mais graves porque gera a falta de precisão rítmica.

    Ele explica que, quando você tem a mão balançando de cima para baixo sempre – mas tocando só quando é preciso – você cria um pêndulo e garante a constância necessária para para te dar uma precisão rítmica infinitamente maior.

    Para corrigir e treinar sua noção rítmica, baste sentir a pulsação da música e ajustar sua batida.

    3 – Mexer o pulso e não o cotovelo

    Outro erro comum em relação à batida é causado pela postura incorreta ao tocar violão. Afinal, seu braço precisa deixar o eixo de rotação, trabalhando junto com o pulso.

    Se não corrigir este erro, você terá diversos problemas. A começar pela ergonomia, já que não é natural você tocar violão movendo apenas o pulso.

    Em segundo lugar, este erro vai permitir tocar muito em algumas cordas e pouco em outras; então muita atenção a isso.

    Toque movendo o cotovelo para você atingir todo ponto de contato.

    4 – Posicionar a mão esquerda paralela ao braço

    A abordagem mais tradicional e acadêmica ensina a colocar a sua mão de forma a pegar cada altura do dedo. Para isso, é preciso posicionar a mão paralela ao braço. O que não é errado para executar certas técnicas, como tocar um acorde aberto mais complexo, por exemplo.

    No entanto, para iniciantes, que irão tocar acordes mais básicos, o aconselhável é posicionar a mão de maneira levemente diagonal ao braço do violão. Tente executar um Lá, por exemplo, totalmente paralelo ao braço.

    Compare com a mão levemente levantada na diagonal, e compare. A facilidade da segunda opção é nítida.

    “Essa é uma dica informal que você não vê por aí, já que a maioria dos livros ensina do outro jeito, o posicionamento das mãos paralelas ao braço”, observa Heitor Castro.

    5 – Escolher mal as primeiras músicas

    Quando se decide aprender a tocar sozinho, geralmente opta por tocar as músicas que mais gosta. O problema é que, ao optar pelas preferências musicais, nem sempre você irá respeitar o princípio da gradualidade.

    Ou seja, o de tocar conforme o nível do seu aprendizado. Afinal, não dá pra arriscar, de cara, tentar tocar canções mais complexas do Led Zeppelin ou Hendrix.

    Embora a vontade seja um estímulo importante, muitas vezes a tal música que você sempre sonhou em tocar não é a ideal para você, naquele estágio. Já as músicas mais básicas – não óbvias, como Parabéns pra Você -, são ideais para manter a evolução em um nível gradual.

    “Dessa forma, você vai subindo os degraus aos poucos, com mais prazer ao tocar, e menos dificuldades que são desnecessárias nos estágios iniciais”, comenta Heitor. Para evitar isso, opte por canções com acordes fáceis e batidas simples.

    Curso de Violão Método Tríade – Heitor Castro

    Obviamente, os erros citados acima são bem básicos e não aprofundam em outras questões mais importantes para o aprendizado.

    Se você está à procura de um método comprovado de aprendizado, vale a pena conhecer o site oficial do Curso de Violão Método Tríade. Criado por Heitor Castro, o curso oferece a didática aplicada a mais de 51 mil alunos. Confira Heitor explicando mais detalhes do curso:

    Vale ressaltar que o professor possui mais de 30 anos de experiência e é formado pelo renomado Guitar Institute of Technology (GIT), de Los Angeles.

    Se você assistiu os vídeos do Heitor no YouTube, sabe que a sua didática é extremamente cativante e simples de entender. No Método Tríade, ele aposta na motivação como pilar fundamental para o aprendizado, evitando que o aluno possa desistir ou ficar desmotivado. Não temos mais o que falar; resta apenas recomendar, mais uma vez, o curso. Até!

     

  • Aprenda 10 lindas canções do Padre Marcelo Rossi para tocar no violão

    Aprenda 10 lindas canções do Padre Marcelo Rossi para tocar no violão

    Um dos maiores celeiros musicais desde sempre é a igreja. Afinal, nas missas, celebrações e cultos, a presença da música sempre foi marcante para intercalar a palavra de Deus por meio de melodias e canções.

    A quantidade de artistas famosos que vieram do ambiente religioso é impressionante. Na soul music, por exemplo, gênios como Marvin Gaye, Stevie Wonder e Al Green simbolizam a importância que a igreja teve para formar gerações de cantores.

    Na contemporaneidade, podemos citar John Legend, Katy Perry e Justin Timberlake. No Brasil, não seria diferente: artistas díspares como Negra Li, Pablo Vittar e Lucas Luco deram seus primeiros trinados em cultos.

    Também temos visto, dá décadas, o gênero gospel ganhar cada vez mais espaço, com vendas massivas de discos e presença constante na mídia e na rádio. É o caso de Padre Marcelo Rossi, talvez o mais famoso “padre popstar” do Brasil.

    Para honrar seu legado de lindas canções, compilamos 10 músicas de Padre Marcelo para tocar no violão. As aulas são cortesia do professor Adolfo Ramos, do maior canal de músicas católicas do Brasil, o Nossa Cifra Católica.

    Agora, vamos às músicas, que também são muito indicadas para quem é iniciante e procura canções mais fáceis para tocar. Aproveite as aulas, aprenda direitinho e compartilhe com os amigos que desejam ampliar o repertório de músicas católicas! 🙂

     

    1 – Noites Traiçoeiras

    2 – O Senhor é Rei

    3 – Pai Nosso

    4 – Quem é esta que avança como aurora

    5 – Sonda-me

    6 – Quero Mergulhar nas Profundezas

    7 – Espírito Santo

    8 – Corsa

    9 – O Senhor é Rei

    10 – Basta Querer

    E aí, curtiu as aulas? Comente abaixo e diga se você quer mais posts com cifras de músicas católicas, blz? 🙂

     

  • Entrevista Rodrigo Ferrarezi: “Você não precisa fazer faculdade de música para ser um grande músico”

    Entrevista Rodrigo Ferrarezi: “Você não precisa fazer faculdade de música para ser um grande músico”

    Se você acessa o Aprenda Violão e Guitarra há pouco tempo, talvez não saiba que também temos um grupo homônimo no Facebook (para participar, clique aqui).
    São mais de 3.500 membros que trocam ideias sobre o universo das seis cordas e compartilham experiências sobre o aprendizado do violão e da guitarra.

    Inclusive, o grupo foi selecionado pelo próprio Facebook para participar da campanha Juntos Somos Mais.

    Iniciada em outubro de 2019, a ação publicitária se estendeu até fevereiro deste ano, com o objetivo de divulgar as funcionalidades e possibilidades oferecidas pelos grupos do Facebook.

    Confira o vídeo em que o grupo Aprenda Violão e Guitarra é citado:

    E o que isso tem a ver com o Rodrigo Ferrarezi? Pois bem: recentemente, criamos no grupo a seção “Seis Cordas em Pauta”, em que conhecemos um pouco mais sobre os integrantes e sua história com o instrumento.
    Há alguns dias, tivemos a participação do membro do grupo que também é um dos principais professores de guitarra do país: Rodrigo Ferrarezi, que comanda há 3 anos o conhecidíssimo curso Guitarra Intensiva, o mais vendido do Brasil no nicho de aulas de guitarra.

    A entrevista ficou tão legal que resolvemos divulgá-la no blog. No bate papo, Ferrarezi relatou a sua trajetória e incluiu fatos curiosos que ele não conta nem em seu canal no YouTube. Você sabia, por exemplo, que o virtuoso músico já foi da cena de emo/hardcore de São Paulo?
    Ele também revela um pouco do setup que usa atualmente e explica a importância de aprender outros conhecimentos para ser um músico de sucesso, entre outros pontos.
    Confira a íntegra da entrevista abaixo.
    Obrigado, Rodrigo!
    ——————————————————————————————————

    1) Primeiramente, conte-nos um pouco sobre você – onde mora, profissão, como começou, há quanto tempo toca e principais influências.

    Sou Rodrigo Ferrarezi, guitarrista do Ministério Rochedo de Israel, professor de música desde 2005. Comecei a tocar aos 11 anos.

    Iniciei pelo violão e no mesmo ano passei para a guitarra. Me desenvolvi rápido, tinha uma certa facilidade em comparação aos demais da turma lá na paróquia.

    O professor sempre falava isso aos meus pais, que ficavam cheios de orgulho (kkkk)

    Com uns 13 anos comecei a querer me profissionalizar, já tocava em banda de rock autoral e fazia shows em meio à febre de emo e hardcore que imperavam no underground de São Paulo.
    Nessa época eu peguei firme nos estudos e já não estudava mais violão na paróquia, mas sim guitarra elétrica na EM&T (IG&T). Aos poucos fui dando as primeiras aulas para o pessoal da paróquia e me desenvolvendo cada vez mais e ganhando um trocado conforme podia…
    Muita coisa aconteceu: fiz faculdade de Produção Musical na Anhembi Morumbi, mas acabei não me formando por questões financeiras. Depois consegui me formar em Licenciatura em Música pela Faculdade Paulista de Artes. Foi aí que larguei o meu emprego e decidi entrar na música de cabeça e não só como uma renda-extra.

    Já dei aula em várias escolas de música de São Paulo, cidade onde eu moro, e a partir daí vivi a música 24 horas por dia. Era o que eu sempre sonhei, porém descobri que a grana era pouca!

    Por isso, desde 2015 comecei a estudar formas de fazer o meu método ser conhecido no Brasil inteiro através de um curso online.

    Consegui, após muito estudo de marketing digital, implementar o negócio e em 2016 lancei o meu primeiro e-book, chamado “Como solar na Guitarra”.

    Depois ele se transformou no curso homônimo até nascer, em 2017, o Guitarra Intensiva, juntamente com o Desafio de 21 Dias na Guitarra. Resumidamente, tudo virou o Guitarra Intensiva que vocês conhecem hoje, popularmente chamado de “G.I” entre os guitarristas brasileiros.

    As minhas influências principais são de guitarristas brasileiros que eu vi tocar ao vivo, como Edu Ardanuy, Pepeu Gomes, Edgard Scandurra, Kiko Loureiro, Juninho Afram, e guitarristas de fora como Jimi Hendrix, Eddie Van Halen, Jeff Beck, Robert Cray, Eric Johnson, Joe Satriani, George Benson…

    São tantos, que certamente estou deixando vários de fora, mas esses são alguns que vêm em mente agora.

    2) Se você estivesse começando a tocar hoje, qual conselho você daria a si mesmo?

    Você não precisa fazer uma faculdade de música para ser um grande músico.

    Não basta ser um grande músico para ser bem sucedido, precisa saber se posicionar, jogar o jogo dos grandes e ser um músico empreendedor, que entende de marketing e tem autonomia sobre a sua carreira.

    Resumindo: De 100%, estude 50% guitarra e divida os outros 50% em marketing, empreendedorismo, finanças e espiritualidade.

    3) Violão ou Guitarra?

    Guitarra!

    4) Fale um pouco dos seus instrumentos; possui mais de um? Usa alguns para fins específicos (treinar, tocar no palco, etc)?

    Tenho atualmente duas guitarras. Uma Tagima 635 modificada, meu xodó… Desde 2001 a tenho, ganhei dos meus pais e fui modificando aos poucos. Ela é daquela época em que a Tagima foi processada pela Fender, saca, então é uma guitarra muito boa e resistente.

    Já aguentou muita paulada e está firme e forte aqui comigo. Quem a escalopou foi o grande luthier Tiguez, aqui de São Paulo. Ele fez um excelente trabalho e o braço ficou inteiro escalopado, levemente, porém o necessário para os meus bends não escaparem.

    Os captadores são da marca Malagoli, na ponte um HB Hot e no braço um Traditional HB, o do meio também é Malagoli mas nem lembro qual, pouco uso o do meio, a não ser às vezes, combinado com o da ponte ou do braço em situações específicas, nesse caso sempre no clean.

    As duas strato de Ferrarezi, da Tagima e da Fender

    A ponte eu troquei de fixa para flutuante da marca Gotoh. Me atende bem e supre as minhas necessidades de usar a alavanca, recurso que curto bastante!

    A Fender é o meu mais novo xodó: uma Fender Mexicana, presente do meu grande amigo e parceiro de Ministério Fabiano Melo. É uma guitarra 100% original, tem timbres excelentes, tanto de drive, quanto no clean.

    Estou usando uma pedaleira GT-100 atualmente e um amplificador Borne Evidence 200. Palhetas sempre jazz III da vermelha. Basicamente é esse o meu setup!

    5)Por fim, fique à vontade para divulgar seus trabalhos autorais, site e afins🙂

    Para quem quiser conhecer mais sobre o meu trabalho é só entrar nas minhas redes sociais, no meu canal do youtube, instagram.com/rodrigoferrarezi.
    E, para quem é guitarrista, basta clicar AQUI e fazer parte do nosso time de milhares de guitarristas do G.I.
    Um grande abraço e obrigado galera do Aprenda Violão e Guitarra, é muito massa o trabalho de vocês, parabéns por contribuir com o nosso cenário, tamo junto sempre!

    ————-
    Valeu, Rodrigo! Nós que agradecemos.
    Foi uma honra contar com a participação deste músico que tem impactado tantas vidas e elevado o ensino da guitarra no país. 
    Curtiu a entrevista? Acho que faltou abordar outras questões?
    Comente abaixo! 🙂
  • Marcos De Ros ensina 3 Dicas De Como Compor Solos De Guitarra

    Marcos De Ros ensina 3 Dicas De Como Compor Solos De Guitarra

    Em seu canal no YouTube, o figuraça gaúcho Marcos De Ros, professor do curso Guitarra Desde o Começo, divulgou vídeo em que aborda como solucionar questões comuns quando se trata de solar na guitarra.

    No vídeo, De Ros explica que, a exemplo da maioria dos músicos, enfrentava muita dificuldade e se perguntava como “nasce um solo”. “Eu me questionava: como que eu vou tirar uma melodia do ar e toca-la com uma banda? E eu lembro como eu entendi tudo isso. Existe uma ordem certa pra aprender harmonia e improvisação e não tem como desvincular essas duas coisas.Você precisa saber harmonia para conseguir improvisar bem e, sabendo harmonia, fica fácil da improvisação sair”, argumenta De Ros.

    Para conferir as tais 3 dicas de Como Compor um Solo de Guitarra, basta assistir ao vídeo:

     

  • Guitarra Intensiva: Rodrigo Ferrarezi libera Treinamento Gratuito “Riffs e Repertório”

    Guitarra Intensiva: Rodrigo Ferrarezi libera Treinamento Gratuito “Riffs e Repertório”

    Recentemente, o músico Rodrigo Ferrarezi, professor do curso Guitarra Intensiva, disponibilizou gratuitamente o Riffs e Repertório, super treinamento composto por 10 aulas com várias vertentes do rock.

    As aulas são um complemento importante ao repertório de todo guitarrista, com músicas que vão do rock inglês clássico dos anos 1960, passando pelo punk rock californiano até hits do rock brasileiro.

    As aulas são acompanhadas por materiais de apoio: tablaturas com partitura e figuras rítmicas das canções. Clique abaixo e comece a receber sua série de 10 aulas imediatamente!

  • Aprenda licks ao estilo de 9 mestres da guitarra

    Aprenda licks ao estilo de 9 mestres da guitarra

    Não tem jeito de evitar citar o coronavírus em 24 de março de 2020, quando este post está sendo publicado. Claro que, no Aprenda Violão e Guitarra, não deixaríamos de recomendar o tempo de quarentena para os estudos da guitarra.

    Para a coisa ficar divertida, sugerimos esta série produzida por Gil Vasconcelos, criador do Curso Completo de Técnicas de Guitarra.

    Tratam-se de vídeos que ensinam licks ao estilo de 9 ícones da guitarra, como David Gilmour, Tony Iommi e Mark Knopfler.

    Os aspectos do estilo de cada artista são analisados rapidamente por Gil, e em seguida ele ensina os licks – pequenas ideias musicais que assemelham-se a pequenos solos na guitarra.

    Se ficou com dúvidas, veja este vídeo em que Zakk Wylde explica de maneira simples e prática a diferença entre riff e lick:

    Entendeu?

    Como bem ilustra o “Father” Zakk, licks são elementos que fazem a diferença na composição e podem ser utilizados para dar mais “cor” à sua música.

    Agora, sem mais delongas, confira e aprenda 3 licks ao estilo de 9 mestres da guitarra:

    E aí, gostou dos vídeos? Compartilhe e comente: qual estilo de lick você gostaria de aprender?

  • Aprenda 4 dicas práticas para turbinar sua palhetada!

    Aprenda 4 dicas práticas para turbinar sua palhetada!

    Palhetada é um assunto polêmico… Algumas pessoas dizem que existe um jeito certo de segurar a palheta, enquanto outras pessoas defendem que não existe uma fórmula e basta treinar bastante, pouco importando a forma como você segura a palheta.

    Só que o assunto não é tão simples assim…

    É tentador achar que simplesmente não existe uma regra. Afinal, alguns guitarristas TOP utilizam abordagens bem diferentes na palhetada (por exemplo: Eddie Van Halen,
    Pat Metheny, Marty Friedman).

    Contudo, esses guitarristas são exceções…

    A maioria dos guitarristas de alto nível tendem a adotar alguns princípios que garantem uma palhetada mais precisa, clara e eficiente.

    Descartar esses princípios, dizendo que não existem regras, simplesmente é tolice…

    Acredite: é muito mais fácil desenvolver uma palhetada ineficiente do que o contrário.

    Por isso é tão importante você ter acesso às dicas e sacadas que vão realmente fazer com que você melhore sua palhetada. Pensando nisso, o professor Gil Vasconcelos, do Curso Completo de Técnicas de Guitarra compartilhou com o Aprenda Violão e Guitarra 4 dicas práticas para turbinar sua palhetada. Confira!

    [maxbutton id=”1″]

     

     

    1)Segure a palheta mais para dentro do Polegar

    O ideal é que você posicione a palheta entre o seu polegar e a lateral do seu dedo indicador. Você provavelmente já ouviu isso em outros cursos… Só que a maioria dos professores pára por aqui.

    Mas, na verdade, há várias maneiras de segurar a palheta entre o seu polegar e o dedo indicador, mas uma delas particularmente é a que proporciona maior controle e o melhor timbre para a sua palhetada.

    A maioria dos guitarristas segura a palheta próxima à ponta do seu dedo polegar. Porém,
    essa forma de segurar não é a melhor, e acaba limitando a sua técnica.

    A melhor forma de segurar a palheta é posicionar ela mais para dentro do seu dedo polegar, ou seja, você não deve segurar a palheta muito na ponta do polegar.

    Tente fazer o seguinte…

    Dobre o seu dedo indicador como na imagem abaixo:

    Repare que a lateral da primeira articulação do dedo indicador fica próxima à primeira
    articulação do dedo polegar.

    É claro que o tamanho dos dedos varia de pessoa para pessoa. Então, suas articulações
    podem não ficar exatamente como na figura, o mais importante é adequar ao seu caso.

    Em seguida, segure a palheta entre o seu dedo polegar e a lateral do seu dedo indicador
    como na imagem abaixo:

    Note que a ponta da palheta fica perpendicular, apontando para o corpo da guitarra.

    Essa forma de segurar a palheta vai te proporcionar muito mais controle na hora de palhetar, porque a sua palheta vai estar mais próxima da base do seu dedo e do seu pulso, que é de onde vem o movimento da palhetada.

    2)Posicione sua Palheta a 45 Graus da Corda

    Um ponto muito importante a ser analisado é a posição da sua palheta em relação às
    cordas. Dependendo do som que você queira tirar, você pode tocar com a palheta paralela às cordas ou com uma leve inclinação de 45 graus.

    Quando você toca com a palheta paralela às cordas, você consegue um timbre mais cheio,
    ao passo que quando você toca com a palheta levemente inclinada, você consegue um som
    mais estridente.

    Essa segunda abordagem, com a palheta inclinada em cerca de 45 graus, é a ideal se você quer tocar passagens mais rápidas, pois nesse ângulo a resistência da corda é menor. Então, isso permitirá que você deslize rapidamente entre as cordas, fazendo com que você economize movimentos.

    Por outro lado, tocar com a palheta paralela às cordas exige que você faça mais força para
    vencer a resistência da corda.

    Principalmente se você precisar usar a técnica de sweep picking, tocar com a palheta
    inclinada em 45 graus torna mais fácil a passagem da palheta de uma corda para outra,
    porque reduz a resistência, fazendo com que a palheta deslize mais facilmente entre uma
    corda e outra.

    3)Utilize Palhetas mais Duras

    Quanto à resistência, existem palhetas que são mais duras e outras que são moles.

    As palhetas que são mais moles podem ser boas para fazer levadas e ritmos, mas não
    são boas para solar, principalmente em passagens mais rápidas.

    Isso acontece pelo seguinte: quando você palheta uma corda, você aplica uma força contra a corda, e em resposta a corda aplica uma força contra a sua palheta. E o que acontece quando a sua palheta é mole é que ela vai ter que se curvar para acomodar a pressão da corda contra a palheta.

    Depois de tocar a nota, a palheta vai ter que voltar à sua posição original para que você continue tocando. Em uma passagem mais devagar, isso não será um problema, porque nesse caso você vai ter tempo suficiente entre as notas para que a palheta volte à sua posição original antes de tocar a próxima nota e para que as suas mãos permaneçam sincronizadas.

    O problema é que quanto mais rápido você tenta tocar, menor é o tempo entre as notas.
    Então, em passagens mais rápidas, não haverá tempo suficiente para que a palheta volte a
    ficar neutra entre uma nota e outra.

    Isso faz com que as suas mãos fiquem fora de sincronia, porque a sua mão direita não será capaz de acompanhar a velocidade da sua mão esquerda.

    É por esse motivo que eu recomendo que você use uma palheta rígida o suficiente para não
    se curvar ao tocar a corda.

    As palhetas mais duras são as ideais para fazer solos na guitarra, porque quando você toca a corda, elas não se curvam. Pelo contrário, elas permanecem firmes, e isso permite que você toque a próxima nota imediatamente.

    Esse tipo de palheta permite que você faça movimentos mínimos enquanto toca, o que é
    fundamental em passagens mais rápidas.

    4)Palhete as Cordas com o Movimento do Pulso

    O movimento da palhetada deve vir do seu pulso.

    Talvez você tenha lido em algum lugar ou ouvido que o modo mais econômico de palhetar
    seria usando o movimento dos dedos polegar e indicador que estão segurando a palheta.
    Só que esses seus dedos já estão ocupados com a tarefa de segurar a palheta a ponto de ela não deslizar ou cair.

    É claro que tentar mover a palheta com esses dedos em altas velocidades vai ser
    problemático, gerando um excesso de tensão. E o excesso de tensão reduz a velocidade.

    Então, a melhor forma é usar o movimento do seu pulso para palhetar, limitando os dedos
    polegar e indicador à tarefa de prender a palheta de modo que ela não escorregue.

    É claro que a técnica que envolve a palhetada muda de guitarrista para guitarrista. Há
    algumas diferenças de um guitarrista para outro, até mesmo devido a diferenças práticas,
    como tamanho da mão, do braço, entre outros.

    Mas essa orientação funciona muito bem de uma forma geral e pode ser adotada por
    qualquer guitarrista.

    O seu próximo passo:

    Se você leu o post até aqui, é porque você tem interesse em desenvolver sua palhetada na
    guitarra para conseguir tocar seus solos favoritos com perfeição, certo?

    Se esse for o caso, o seu próximo passo lógico é começar a fazer o Curso Completo de
    Técnicas de Guitarra.

    No curso, além de aprender como melhorar ainda mais sua palhetada, você vai ter acesso a
    estratégias, exercícios e sacadas para desenvolver as principais técnicas na guitarra a
    um nível que você nunca imaginou ser possível!

    Vamos começar?

    Clique no botão abaixo e saiba mais sobre o Curso Completo de Técnicas de Guitarra (com 40% off!!!!):

    [maxbutton id=”1″]

     

    Fonte: Academia da Guitarra

     

  • Siga estes 3 fundamentos para otimizar seus estudos na guitarra

    Siga estes 3 fundamentos para otimizar seus estudos na guitarra

    Você alguma vez já se sentiu perdido em relação a o que estudar na guitarra? Você sente falta de um direcionamento claro sobre o que você precisa estudar em cada dia
    da semana para tornar-se o guitarrista que sempre sonhou?

    Você já tentou estudar guitarra de várias formas diferentes, mas sente que não está
    avançando como poderia?

    Ou, pior: você já tem um plano de estudos definido, mas não consegue ter disciplina e
    motivação para estudar guitarra por mais do que alguns dias?

    Se você se identificou com alguma das perguntas acima, não precisa se sentir mal, você não está sozinho! Muitos guitarristas sofrem com esses mesmos problemas porque nunca tiveram um direcionamento claro sobre como estudar guitarra de forma eficaz.

    Pensando em resolver esta situação tão comum, o músico Gil Vasconcelos, do Curso Completo de Técnicas de Guitarra (clique aqui para saber mais), elaborou uma fórmula simples para você nunca mais se sentir perdido em relação a como organizar os estudos na guitarra.

    Em primeiro lugar, Gil Vasconcelos desbanca um MITO que você já deve ter escutado de muitos guitarristas…

     

    O Mito do Tempo de Estudo

    “Um dos maiores mitos que existem no mundo da guitarra é o de que a chave para se tornar um guitarrista de alto nível é treinar várias horas por dia. As pessoas acham que o avanço na guitarra é proporcional ao número de horas que você treina. E não é necessariamente assim que funciona…”, diz Gil Vasconcelos.

    Na opinião do professor, a verdade é que, mesmo se você estudar 8 horas por dia, se o seu método de estudo for INEFICAZ, você vai avançar muito pouco.

    Por outro lado, se o seu método estudo for EFICAZ, você pode ter grandes resultados mesmo com pouco tempo de estudo por dia. “Você pode treinar 8 horas por dia, mas se você fica o tempo inteiro tocando de bobeira, sem nenhum objetivo em mente, sem foco; se você não se empenha em corrigir os seus vícios e melhorar a sua performance, você vai avançar muito pouco, ou quase nada. E o pior, você vai continuar com os mesmos vícios e dificuldades por vários anos”, alerta Gil Vasconcelos.

    Se você usa o tempo de estudo de forma estratégica, aproveitando cada minuto
    para avançar mais um passo em direção aos seus objetivos, mesmo 20 minutos de prática
    diária podem trazer resultados expressivos. Existem 2 requisitos fundamentais para você conseguir extrair o máximo de resultados das suas sessões de treino: ter um plano de estudos eficaz e conseguir manter a consistência nos estudos.

    Ao montar um plano de estudos eficaz, você vai ter clareza sobre o que você quer atingir na guitarra, quais são as suas deficiências, o que você precisa melhorar. Com base nisso, você vai saber o que precisa treinar em cada dia da semana, por quanto tempo; ou seja, você vai estudar guitarra de uma maneira mais eficaz e que gera mais resultados.

    “Agora, de nada adianta você ter um plano de estudos eficaz se você não consegue ter
    consistência nos estudos. Você precisa criar o hábito de estudar todos os dias, mesmo que
    por pouco tempo. Essa consistência que vai te trazer resultados surpreendentes na guitarra”, defende Gil Vasconcelos.

     

    A Fórmula DTC

     

    Agora, talvez você esteja se perguntando: existe mesmo UMA forma ideal para estudar guitarra?

    Não. Não existe um modelo único que se aplica a todos os guitarristas…

    Por quê?

    Porque isso vai depender dos objetivos que a pessoa tem na guitarra. Dependendo do que
    ela quer atingir, do tipo de guitarrista que ela quer se tornar, o plano de estudos vai ser
    diferente de pessoa para pessoa.

    Isso também depende do nível da pessoa na guitarra. Se ela é um guitarrista iniciante,
    intermediário, ou avançado; essa pessoa vai precisar focar em coisas diferentes dependendo do nível dela na guitarra.

    Na avaliação de Gil Vasconcelos, há alguns fatores em comum que podem ser aplicados a todos os guitarristas, independentemente dos objetivos ou do nível da pessoa na guitarra.

    “Existem algumas práticas, no que se refere ao estudo da guitarra, que geram mais resultados e que podem ser aplicadas a todas as pessoas. Com base na minha experiência de mais de 17 anos estudando guitarra, e observando centenas de alunos eu pude chegar a uma fórmula – a Fórmula DTC: Diversão, Técnica e Conhecimento“, explica Gil.

    Ele explica que esta fórmula serve para dividir as sessões de treino em 3 partes: 1/3 da sessão de treino é dedicada à Diversão; 1/3 à Técnica, e 1/3 ao Conhecimento. Por exemplo:

    Agora, existem alguns motivos por que esses elementos funcionam melhor nessa sequência
    específica, e com essa divisão de tempo…

     

    Diversão

    “A diversão é fundamental para que a atividade de estudar guitarra seja prazerosa e você se sinta motivado a tocar. Dentro de diversão, você pode incluir todos os tipos de atividades que são prazerosas para você, como tocar músicas e solos que você curte, ensaiar, improvisar, tocar com os amigos, compor…”, exemplifica Gil Vasconcelos.

    Ou seja, se você deixar de incluir a diversão nos seus estudos, em pouco tempo perderá a alegria de tocar e não vai conseguir manter a consistência necessária para atingir os seus objetivos.

    Por mais que você seja disciplinado, se você não dedica nenhum tempo a tocar coisas que você curte, logo o estudo da guitarra vai se transformar em mais uma obrigação.

    Agora, existe um motivo porque a diversão ocupa o primeiro 1/3 da sua sessão de treino… Hoje em dia existem vários estudos científicos sobre como os hábitos são formados.

    E um elemento fundamental para a criação de qualquer hábito é que exista uma recompensa. Sempre que a gente repete uma atividade que gera uma recompensa, isso cria um hábito nos nossos cérebros.

    E o motivo pelo qual a diversão ocupa a primeira parte do seu treino é porque isso vai reduzir a barreira que existe antes de sentar para estudar guitarra. O primeiro passo é sempre o mais difícil. O mais difícil é sempre começar a tocar guitarra. Essa é a lei da inércia. Mas uma vez que você começa a tocar, você naturalmente vai se sentindo mais motivado e disposto a seguir em frente.

     

    Técnica

    Obviamente, aqui incluem-se todas as atividades relacionadas à execução das notas na guitarra, como a repetição de exercícios, licks, riffs, trechos de músicas…

    É aqui também que você vai focar em corrigir os seus vícios, e desenvolver aspectos como
    precisão, velocidade, clareza, articulação, ritmo. Em outras palavras, aqui o seu foco é desenvolver a parte motora, ou mecânica da sua performance.

    Aqui, o seu objetivo é buscar desenvolver uma técnica absolutamente perfeita na guitarra, para que você consiga tocar qualquer coisa com perfeição e versatilidade.

    Em relação à técnica, você deve pensar como um atleta de alta performance pensa quando está se preparando para as olimpíadas… O seu foco aqui deve ser sempre buscar a perfeição, buscar o que os outros acham impossível, romper os seus limites e sair da sua zona de conforto. Essa é a mentalidade que você deve ter: sempre buscar elevar a sua técnica ao próximo nível.

    Pela importância desse elemento, eu recomendo que você posicione o estudo da técnica em segundo lugar na sua sessão de treino, logo após o elemento diversão.

    E a razão disso é que, mesmo que você tenha todo o conhecimento do mundo, se você não conseguir executar as notas da guitarra com perfeição, irá soar sempre como um amador.

    “Com uma técnica ruim, as notas vão sair emboladas e sujas, e você não conseguirá transmitir sua mensagem aos ouvintes. Pense no exemplo de uma cantora que nasceu com uma voz belíssima mas é desafinada. Não importa o quanto a voz dela é bonita, já que ninguém conseguirá escuta-la cantando. O mesmo preceito vale para a guitarra; se você tocar embolado, as pessoas irão ouvir só barulho. Por isso é importante e essencial buscar a perfeição técnica na guitarra”, ilustra Gil Vasconcelos.

     

     

    Conhecimento 

    O terceiro elemento da Fórmula DTC envolve todas as atividades que tem como objetivo ampliar o seu conhecimento musical na guitarra. Enquanto no elemento técnica você focou em desenvolver as habilidades físicas na guitarra, aqui você vai exercitar a sua mente.

    Então, aqui você vai incluir, por exemplo, tirar músicas novas, aprender teoria musical, escalas, modos gregos, acordes, arpejos, harmonia, leitura musical, treinar o ouvido, e tudo mais que possa estar relacionado à ampliação do seu conhecimento na guitarra.

    E esse também é um elemento fundamental e que é negligenciado por muitos guitarristas. O conhecimento musical é importante para você compreender o que você está tocando.

    E ele é ainda mais importante se você um dia quiser se tornar capaz de improvisar e compor.

    “E eu não estou dizendo que você precisa fazer uma faculdade de música, se tornar um doutor em música e saber tudo sobre teoria. Mas, se você realmente deseja se tornar um guitarrista de alto nível, você precisa dedicar um tempo para ampliar o seu conhecimento musical. Você precisa saber utilizar escalas, modos gregos, acordes, arpejos… Esses são pontos básicos no desenvolvimento de qualquer guitarrista”, conclui Gil Vasconcelos.

     

    Modelo de Sessão de Treino

    Agora que você já conhece os 3 elementos, vamos compartilhar contigo um modelo de sessão de treino, para você entender como a fórmula criada por Gil Vasconcelos funciona na prática.

    Vamos supor que você tenha 1h disponível por dia para estudar guitarra, das 19h às 20h.
    Então, pela fórmula DTC, nós vamos usar 20 min para diversão, 20 min para técnica, e 20 minutos para conhecimento:

    No elemento Diversão, você decidiu usar esse tempo para tocar duas músicas covers e
    improvisar. No elemento Técnica, você resolveu focar em 4 habilidades: independência dos dedos, ligados, palhetada alternada, e sweep picking.

    Nesse caso, seriam 5 min para cada técnica. Já no elemento Conhecimento, você decidiu aprender duas escalas novas no braço da guitarra. Nesse exemplo, sua sessão de treino ficaria assim:

     

    Imprima e use a planilha abaixo para planejar as suas sessões de treino na guitarra:

     

    Curso Completo de Técnicas de Guitarra 

    Curtiu a Fórmula DTC? Como dissemos, o criador da fórmula, o músico Gil Vasconcelos, é o professor do Curso Completo de Técnicas da Guitarra, treinamento para quem busca elevar sua técnica ao próximo nível e dominar a palhetada alternada, sweep picking, string skipping, ligados (legato), arpejos, two hands, bend e vibrato.
    O curso é um estímulo para você sentir mais facilidade, conforto e prazer ao tocar guitarra. Além de, claro, ampliar consideravelmente sua capacidade e arsenais de técnicas na guitarra.

    Conheça o curso – com um Desconto Imperdível de 40% – CLICANDO AQUI!

  • Luz na encruzilhada: Documentário da Netflix ajuda a desvendar o mito de Robert Johnson

    Luz na encruzilhada: Documentário da Netflix ajuda a desvendar o mito de Robert Johnson

    Anos 1920, interior segregado e racista do Mississippi.

    Cansado de tentar tocar como os músicos que faziam sucesso nas quebradas do Sul dos EUA, um rapaz negro decide dar a cartada final para se tornar o melhor violonista já visto nos juke joints (os butecos) daquelas bandas.

    Seguindo os conselhos de Willie Brown, parceiro do lendário bluesman Son House, o jovem leva o violão até uma encruzilhada (veja-a no Google Maps) da cidadezinha de Clarksdale.

    Ele aguarda até meia noite, e…

    O que aconteceu – se é que aconteceu – é um mistério que nunca será explicado e se encontra enterrado junto aos restos mortais do tal rapaz – Robert Leroy Johnson. Na famigerada encruzilhada, Johnson teria feito um pacto com o coisa ruim. “Leve seu violão à encruzilhada que o diabo irá afiná-lo”, disse-lhe Willie Brown. Ele transforma-se, então, no melhor violonista do Delta do Mississippi.

    Essa narrativa faustiana transformou Johnson na maior lenda do blues. Sua voz singular e sua técnica inovadora foram influência de todos artistas influenciados pelo gênero, de Keith Richards a Jack White.

    O mito em torno dessa história nunca deixou de crescer. Pelo contrário: 81 anos após a morte de Johnson – supostamente causada por envenenamento -, o folclore que ronda a sua biografia continua a intrigar legiões de fãs e historiadores.  

    Agora, parte do mistério é desvendado no excelente “O Diabo na Encruzilhada” (“Devil at Crossroads”, 2019), documentário que integra os episódios da série Remastered, da Netflix, dedicada a abordar fatos marcantes da música do Século XX.

    Concisa e abrangente, a produção já pode ser incluída no rol dos filmes que todo guitarrista precisa assistir. Pode-se afirmar que “O Diabo na Encruzilhada” pode despertar o interesse pela história do blues assim como o longa “A Encruzilhada” fez nos anos 1980. Leia mais neste post.

    A exemplo do filme estrelado por Ralph Macchio, o documentário certamente apresentará a lenda de Robert Johnson para a geração com streaming à disposição.

    Claro que vários fatos e curiosidades que engrandecem o mito ficaram de fora. Afinal, os episódios de Remastered possuem pouco mais de 40 minutos. Mas mesmo assim, trata-se de um documentário fundamental para entender o contexto histórico da biografia de Johnson. Confira cinco motivos pra não deixar de assisti-lo:

     

    1) Johnson mandava mal no violão 

    Pois é, o maior bluesman da história era considerado medíocre por quem o viu tocar antes do período misterioso em que ele se ausentou por cerca de um ano – período no qual ele teria feito o famoso pacto com o demo.
    Durante esse tempo, ninguém teve notícia do cara. E então ele retorna um compositor completo, com um arsenal inédito de técnicas e cantando daquele jeito, hã, sobrenatural.

     

    2) Robert Johnson alimentava a história do pacto

    Ilustração: Dom Mckenzie

    Talvez o acordo com o tinhoso tenha rendido, de bônus, uma capacidade marketeira para o jovem bluesman aproveitar os rumores em causa própria.

    Ao invés de negar que tenha vendido a alma, ele corroborava e incentivava os boatos.

    Afinal, não existe má publicidade, certo?

     

    3) O documentário revela a provável causa do virtuosismo do bluesman

    Durante o período misterioso em que Johnson retorna tocando feito o diabo (ops), ele supostamente teve um mentor que lhe ensinou a técnica mágica para tocar o blues do Delta do Mississippi.

    Contar mais seria estragar uma das principais surpresas do filme.

     

    4) Johnson inaugurou o Clube dos 27

    Ilustração: Alcimar Frazão

    A trágica tradição da morte aos 27 anos de idade que acometeu outros ícones da música, como Brian Jones, Kurt Cobain e Amy Winehouse, teve início em 1938, quando Johnson caiu morto nos cafundós da cidadezinha de Greenwood, no Mississippi.

     

    5) Ele estava prestes a se tornar conhecido nacionalmente

    Em outro ponto alto do filme, ficamos sabendo que Robert Johnson quase se apresentou no palco do Carnegie Hall, famosa casa de espetáculos de Nova Iorque.

    Em uma cena emocionante, o documentário revela a acolhida do público novaiorquino à música do lendário bluesman.

     

    Para saber mais

    Após conferir “O Diabo na Encruzilhada”, provavelmente você ficará instigado a pesquisar mais sobre a vida de Johnson.

    E acredite: ao pesquisar certas palavras-chave no Google, você perceberá que o documentário da Netflix é apenas a ponta do iceberg dentro do universo de obras dedicadas a desvendar a vida do mito.

    Nos últimos 10 anos, por exemplo, Johnson foi pauta de reportagens extensas quando uma suposta terceira foto (veja abaixo) do bluesman foi descoberta acidentalmente.

    Até então, apenas duas fotografias do homem eram reconhecidamente autênticas. 

    O resumo da história pode ser lido nessa matéria do NY Times.

    E o músico Zeke Schein – a pessoa que descobriu a foto – escreveu um livro contando a saga para autentica-la. Infelizmente, a obra ainda não foi traduzida para português, mas pode ser adquirida na Amazon.

    Mr. Johnson (e)

     

    Outro livro interessante é “O Diabo e Eu“, em que o quadrinista brasileiro Alcimar Frazão ilustra a história de Johnson com um detalhe que deixa a obra poética e onírica: sem nenhum diálogo.

    Ilustração de “O Diabo e Eu”, de Alcimar Frazão

    Ou seja, a narrativa é estritamente gráfica. Parte das ilustrações dessa matéria, aliás, foram tiradas do livro. Veja mais detalhes aqui.

    John P. Hammond

     

    Também vale a pena conferir “The Search for Robert Johnson”, valioso documentário de 1991 em que o músico John Paul Hammond viaja até o Delta para investigar a vida do bluesman e conversar com familiares, músicos e pessoas que o conheceram. Inclusive, vários trechos das entrevistas contidas neste documentário foram reproduzidos no filme da Netflix.

    Hammond é filho de John Henry Hammond II, lendário produtor de shows que havia tentando agendar a participação de Robert Johnson no festival From Spirituals to Swing.

    Nos anos 1960, Hammond pai também foi responsável por relançar as gravações do Johnson e permitir que as novas gerações – como a da British Invasion – descobrissem a sua obra

    Pra finalizar, um depoimento exclusivo de um dos principais nomes do blues brasileiro, Mr. André Christovam, a respeito do artista.

     

    “Robert Johnson: não se analisa a sua obra. Até pode, mas não se deveria.

    Tem de absorver a idiossincrasia de seu estilo, entender o seu texto e perceber que a sua guitarra é a voz feminina que conversa com ele canção após canção.

    Sua musica traduz uma realidade exuberante. Ele executa suas musicas num único tom, o tom da verdade! Fossemos fazer um estudo filosófico de sua passagem por esse mundo, deduziríamos que Robert Johnson é o arquétipo do blues.

    O homem que virou mito ao traduzir sua visão de um inferno íntimo que o assolava por ser negro, órfão e pobre. Ainda assim, se fez eterno através de sua arte!”

     

    Demais, né? Compartilhe a matéria com os seus amigos e amigas fãs de blues 🙂

     

    curso guitarra intensiva funciona